segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Vacina brasileira surge como promissor tratamento do
câncer de próstata


Uma vacina desenvolvida no Brasil e que obteve resultados bem-sucedidos em testes com humanos promete ser um tratamento mais  eficaz e barato que o lançado nos Estados Unidos em 2010 e até agora considerado referência para tratar o câncer de próstata.
    "Obtivemos taxas espetaculares de redução da doença e de diminuição da mortalidade por câncer de próstata", disse à Agência Efe o pesquisador Fernando Kreutz, responsável pela inovação e proprietário do FK Biotec, o laboratório com sede em Porto Alegre que patenteou a vacina.
A previsão deste laboratório é poder lançar ao mercado, em no máximo três anos, o produto, que estimula o sistema imunológico a identificar e destruir as células cancerígenas.
Apesar dos testes clínicos demonstrarem a eficácia da vacina no tratamento do câncer de próstata, os responsáveis da inovação consideram que também poderá ter resultados bem-sucedidos com outros tipos da doença.
"Já fizemos pequenos estudos com a vacina para tratar câncer de mama, de pâncreas, de intestino e melanoma. O pequeno número de pacientes ainda não nos permite ter conclusões clínicas, mas nos impressionou uma resposta clínica parcial em um paciente com câncer de pâncreas, que é um dos mais agressivos e mortais, com um índice de sobrevivência de apenas três meses", explicou Kreutz.
O fármaco é desenvolvido a partir das células tumorais do próprio paciente e tem o objetivo de tratar pessoas que já foram diagnosticadas com câncer para evitar a reaparição da doença ou sua morte.
"Trata-se de uma tecnologia que prevê o tratamento particular, já que cada vacina é elaborada a partir de células do paciente. Trata-se, além disso, de uma vacina terapêutica e não preventiva. Seu objetivo é tratar as pessoas com o tumor e não prevenir o surgimento da doença", acrescentou o pesquisador.
Os primeiros testes foram realizados em 107 pacientes com câncer de próstata em estado avançado, ou seja, já submetidos à cirurgia ou que já tinham retirado a próstata, que passaram por revisões periódicas durante cinco anos depois da vacinação.
Enquanto em 85% dos pacientes vacinados foi impossível detectar o PSA cinco anos depois, esse porcentagem foi de apenas 48% entre os pacientes não vacinados. O PSA é a proteína utilizada como marcador nos exames para diagnosticar câncer de próstata.
Entre os pacientes vacinados a taxa de mortalidade se reduziu a 9%, muito abaixo dos 19% registrados entre os não vacinados.
"Neste tipo de câncer a taxa de mortalidade média é de um em cada cinco pacientes, mas com a vacina conseguimos reduzir as possibilidades de morte para um em cada 11 pacientes", comemorou o proprietário do KF Biotec.
Os testes clínicos, que agora entrarão em sua terceira fase com outros 416 pacientes, também demonstraram que o produto é seguro.
De acordo com Kreutz, a vacina brasileira poderá ser uma alternativa a uma mais cara e menos eficaz lançada há três anos pelo laboratório americano Dendreon, cujo valor de mercado chegou a US$ 6 bilhões graças à inovação.
Enquanto o tratamento americano é oferecido por US$ 91 mil por paciente, o brasileiro pode ser colocado no mercado por US$ 35 mil dólares no exterior e US$ 15 mil no Brasil, segundo seu criador.
A outra vantagem é que enquanto o tratamento americano tem como alvo um único antígeno, o brasileiro foi desenvolvido para trabalhar com múltiplos antígenos, o que aumenta sua eficácia para destruir elementos estranhos e reduz as possibilidades de resistência.
O FK Biotec, que conta com financiamento de um fundo de incentivo à inovação do Ministério de Ciência e Tecnologia, foi criado em 1999 e se especializou na pesquisa e no desenvolvimento de vacinas terapêuticas e testes de diagnóstico.
"A importância deste projeto é que, além de oferecer um novo tratamento oncológico no mundo com base na imunoterapia, estamos introduzindo uma tecnologia inédita no Brasil", concluiu Kreutz.
Fonte> TERRA NOTÍCIAS  - • 
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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Jovem de 15 anos cria teste que detecta três tipos de câncer em cinco minutos

Jack Andraka planeja iniciar testes clínicos com o sensor e colocá-lo no mercado em dez anos; prêmio de US$ 75 mil será usado para as pesquisas. Foto: Eco Desenvolvimento


 Aqueles que acreditam que os jovens não têm condições de ensinar nada aos mais velhos vão se surpreender com o norte-americano Jack Andraka, 15 anos, responsável pela invenção de um detector de câncer. O sensor, que é feito de papel, identifica três tipo de câncer (de pâncreas, ovário e pulmão).
Primeiramente, Andraka se debruçou sobre o câncer pancreático. O motivo? Um amigo de seu irmão morreu por causa da doença. "Fiquei interessado pela descoberta precoce, fiz uma tonelada de investigações e tive essa ideia", afirmou o jovem, durante a sua apresentação na Feira Internacional de Ciência e Engenharia da Intel.
O método, que lhe rendeu o primeiro lugar no prêmio da Intel, descobre o câncer de pâncreas de forma até 168 vezes mais rápida que os aparelhos usados atualmente. Além disso, fornece resultados 90% mais precisos, 400 vezes mais sensíveis e 26 mil vezes mais baratos do que os métodos atuais. O custo é de três centavos de dólar e o resultado chega em menos de cinco minutos.

Conheça 'gênios' precoces e suas criações na tecnologia
O sensor criado pelo adolescente pode testar urina ou sangue e, se o resultado for positivo para a proteína mesotelina, indica que o paciente tem câncer no pâncreas. A tira de papel utilizada, muda conforme a quantidade da proteína no sangue e isso pode, de acordo com Andraka, detectar o câncer antes mesmo dele se tornar invasivo.
Seu prêmio de US$ 75 mil será usado para as pesquisas. Andraka pretende estudar para se tornar um patologista. Enquanto isso, ele planeja iniciar testes clínicos com o sensor e colocá-lo no mercado em dez anos.

Poluição e câncer de pulmão
Por falar em câncer, recentemente, a Agência Internacional da Organização Mundial da Saúde para Pesquisa sobre o Câncer (Iarc) anunciou oficialmente, pela primeira vez, que a poluição do ar é uma substância cancerígena - assim como o amianto, o fumo do tabaco e a radiação ultravioleta.
A professora de bioestatística da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, Francesca Dominici, alerta: "Você pode optar por não beber ou não fumar, mas você não pode controlar se você está ou não exposto à poluição do ar. Você não pode simplesmente decidir não respirar".
As fontes de poluição do ar estão por toda parte, inclusive em veículos movidos a combustíveis fósseis, usinas de energia e emissões industriais e agrícolas. O ar é composto por gases e partículas que apresentam um grande risco ao respirar, pois a poeira é depositada nos pulmões, possibilitando a reprodução acelerada e indevida de algumas proteínas que aumentam as chances de câncer.


Fonte: PORTAL TERRA: http://goo.gl/ADixDB

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Doação de esperança

Duas vidas para salvar Gabriela

Jovem paranaense receberá partes do pulmão da mãe e do tio por conta de uma fibrose cística e como alternativa para a morosidade da fila de espera para transplantes no país

Duas vidas para salvar Gabriela Andréa Graiz/Agencia RBS

Gabriela entre seus doadores: a mãe, a professora Alessandra, e o tio, o representante comercial Adenilson Foto: Andréa Graiz / Agencia RBS




Aproxima-se o mais esperançoso dos dias para Gabriela Cristina Tasca, 18 anos. Na segunda-feira, a paranaense receberá partes do pulmão da mãe e do tio como medida emergencial para conter a rápida piora de uma fibrose cística.

O transplante intervivos é uma alternativa à morosidade da fila de espera por um transplante no Brasil.
Líder em número de doadores no país durante muito tempo, o Rio Grande do Sul hoje está em sexto lugar, com 18,5 doadores por milhão de habitantes, de acordo com dados parciais da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), referentes ao primeiro semestre de 2013. No ano passado, o Estado ocupava a quinta posição (veja quadros na página ao lado). A média nacional atual é de 13,3 doadores, ainda muito distante da espanhola, referência mundial no ramo, com 35,3 (dado de 2011). Amanhã, marcando a Semana Nacional de Doação de Órgãos, a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre promove um flashmob para alertar para o drama de 28 mil pacientes que aguardam por um órgão no Brasil. 

Gabriela se mudou para a Capital por conta do tratamento para a doença que provoca produção de muco demasiadamente espesso, o que dificulta a remoção e favorece infecções repetidas que acabam destruindo o pulmão. A jovem está permanentemente ligada a um tubo de oxigênio há quase um ano. Um passeio na rua ou no shopping exige que carregue o cilindro em um carrinho, o que lhe dá uma autonomia de apenas três horas e mobiliza curiosos demais ao redor. Tarefas simples, como tomar banho ou se vestir, tornaram-se um suplício que a deixa exausta e ofegante.

– Poder voltar a respirar vai ser muito bom – vibra.

A paciente chora ao mencionar a iniciativa da mãe, a professora Alessandra Tasca, 38 anos, e do tio, o representante comercial Adenilson Bastos, 41 anos, que não devem enfrentar limitações físicas depois da cirurgia.

– Vou dar a vida de novo para ela – orgulha-se Alessandra.

Se Gabriela dependesse exclusivamente do surgimento de um doador cadáver, é provável que não sobrevivesse. Além da disponibilidade de órgãos de crianças e adolescentes ser menor, o pulmão é o que mais sofre em um sistema de logística lenta. A escassa oferta determina a imprevisibilidade do fim da agonia, componente dos mais estressantes para especialistas e familiares. Um doador pode aparecer logo ou nunca.

– A falta de ritmo é a principal marca de um país que não tem cultura de doação. O tempo de espera está muito longo. A realização dos transplantes depende de espasmos de generosidade, de estimulações da mídia. Não tendo ritmo para a doação, o tempo previsto em lista de espera é impossível de ser estimado – explica o cirurgião José Camargo, diretor médico do Hospital Dom Vicente Scherer.

Para o nefrologista Valter Duro Garcia, coordenador de Transplantes da Santa Casa, as maiores dificuldades nacionais estão espalhadas por diversos pontos da estrutura que precisa operar de maneira ágil e sincronizada para que o diagnóstico de morte cerebral de um doador em potencial permita que, em poucas horas, uma cirurgia de implante seja concluída com sucesso. Um único doador mobiliza cerca de cem pessoas.

– O problema é que quase metade das mortes encefálicas no Brasil não são detectadas – lamenta Garcia.


OS ENTRAVESFatores que impedem o aumento do número de doadores
IDENTIFICAÇÃO DA MORTE ENCEFÁLICAQuase metade dos casos de morte encefálica não é identificada no país, o que impede que tenham início os trâmites do processo de doação. Com a demora no diagnóstico, não é possível aproveitar muitos órgãos. 
Como avançar: unidades de tratamento intensivo e emergências devem contar com equipamentos adequados e médicos treinados para o diagnóstico de morte encefálica.
NEGATIVA DA FAMÍLIAHá três fatores determinantes na entrevista em que o profissional de saúde questiona a família sobre a possibilidade de doação dos órgãos do paciente:
– Pré-disposição prévia: quem é fortemente contra o procedimento dificilmente mudará de ideia.
– Atendimento no hospital: se os parentes estiverem insatisfeitos com o serviço ou a equipe, tendem a não autorizar.
– Capacidade do entrevistador: é essencial ter habilidade para sensibilizar e motivar em um momento tão difícil.
Como avançar: é preciso que haja um trabalho permanente de formação da população, com palestras em escolas e campanhas. Hospitais devem oferecer um atendimento humanizado em todos os setores, da portaria à UTI, para que pacientes e familiares se sintam acolhidos. Entrevistadores devem ser altamente capacitados e atender bem os familiares, independentemente da vontade de doar ou não os órgãos do paciente.
MANUTENÇÃO DO DOADORMuitos doadores em potencial acabam não se efetivando como doadores porque sofrem parada cardíaca antes da retirada dos órgãos.
Como avançar: hospitais precisam dispor de intensivistas bem treinados e equipamentos adequados para a manutenção do paciente com morte encefálica. Quando ocorre o diagnóstico da morte cerebral, os órgãos começam a morrer lentamente, até a parada do coração. Com os cuidados adequados, é possível fazer com que o coração continue batendo por mais tempo, aumentando as chances de viabilizar transplantes.
PROFISSIONAIS QUALIFICADOS E AGILIDADEUm único doador pode mobilizar até cem pessoas. Entre a identificação da morte encefálica e a cirurgia de implante do órgão no receptor, é essencial que todos os profissionais envolvidos executem suas tarefas com rapidez. Em tese, todos os hospitais devem ter um médico ou enfermeiro como coordenador de transplantes, mas é comum que esse funcionário acumule outras tarefas ou não seja adequadamente remunerado, o que compromete sua atuação. Hospitais que não destacam um profissional para essa função específica muitas vezes estão ligados a uma Organização de Procura de Órgãos (OPO), que administra a logística de transplantes de diversas instituições.
Como avançar: com profissionais bem treinados e motivados, remunerados adequadamente por suas funções. Uma logística eficiente é fundamental, com equipes de remoção disponíveis para deslocamentos 24 horas por dia.
AVALIAÇÃO DE CONTRAINDICAÇÕESA equipe médica deve examinar o histórico do paciente e considerar aspectos que podem impedir o transplante ou comprometer a boa recuperação do receptor, como casos recentes de câncer ou infecções. Uma avaliação minuciosa pode considerar aptos a doar pacientes que, à primeira vista, seriam descartados.
Como avançar: aprimoramento das técnicas de transplante e liberalização dos critérios de aceitação dos doadores. Até alguns anos atrás, vetavam-se doadores acima de 60 anos. Hoje, por exemplo, um doador com hepatite pode beneficiar um receptor com a mesma doença, permitindo melhora da qualidade de vida e a interrupção de um período de longa espera e incertezas na fila.
Fonte: Valter Duro Garcia, nefrologista e coordenador de transplantes da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre



Fonte: ZERO HORA - 26/09/2013: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2013/09/duas-vidas-para-salvar-gabriela-4280807.html

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Beto dedica a Pietro prêmio recebido do 

Ministério da Saúde

Beto Albuquerque recebe o prêmio das mãos do ministro Padilha. Foto: Sérgio Francês

“Recebo este troféu em nome do Pietro”. Com esta frase o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) agradeceu no final da manhã desta quarta-feira (25), em Brasília, o prêmio Destaque na Promoção da Doação de Órgãos e Tecidos 2013 recebido das mãos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, por suas ações desenvolvidas como parlamentar em prol do Sistema Nacional de Transplante do Ministério da Saúde.
Autor da Lei Pietro, que leva o nome do filho falecido em fevereiro de 2009 por complicações decorrentes de leucemia mieloide aguda, Beto emocionou a plateia e inclusive o ministro ao relatar a luta de seu filho e da família durante 14 meses para enfrentar a doença. O sofrimento com a perda do filho foi transformado em uma das principais bandeiras do mandato de deputado socialista.
Desde a sanção da Lei Pietro, em 22 de abril de 2009, criando a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, o número de brasileiros cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) cresceu de 750 mil para 3,1 milhões.
O deputado disse que, apesar de a solidariedade ser latente e pertencer à natureza do brasileiro é preciso que a informação correta chegue às pessoas. “Ninguém é solidário sobre algo que não conhece”, afirmou Beto explicando o sentido da Lei Pietro de divulgar e esclarecer sobre como proceder para se transformar em doador de medula óssea. “Não há solidariedade se não houver trabalho, esclarecimento, envolvimento de órgãos públicos e organizações não-governamentais  (ONGs)”, avalia.
Para a imprensa presente Beto pediu que os jornalistas divulguem a notícia positiva de crescimento do número de doadores no Brasil para incentivar outras pessoas que ainda têm dúvidas a respeito.
Todo ano, cerca de 10 mil brasileiros recebem diagnóstico de leucemia, doença que pode ser curada por meio de quimioterapia, mas na maioria das vezes a cura depende de transplante de medula de alguém que seja 100% compatível. Mas essa pessoa só será localizada, em caso de ser compatível com alguém que precisa de transplante para continuar vivendo, se fizer parte do Redome. “Vamos investir na matéria prima que é o doador. Porque eu andava nas ruas e enxergava pessoas que poderiam ser doadores para meu filho, mas para ser doador é preciso estar no cadastro”, alertou Beto.
O prêmio recebido pelo deputado ocorreu no ato realizado pelo Ministério da Saúde para apresentar a Campanha Nacional de Doação de Órgãos e divulgar o balanço de transplante do primeiro semestre deste ano. Nos últimos 10 anos, o Brasil dobrou o número de doadores, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta quarta-feira. Neste período os transplantes aumentaram de 7.500 para 15.141 cirurgias.
Mais de 50% das famílias brasileiras, ao perder um ente, são favoráveis à doação de órgãos. Este é o maior índice de aprovação à doação do mundo. A proporção de doadores subiu de 6,5 por milhão de habitantes em 2003, para 12,8 por milhão de habitantes em 2012. Para 2013, a projeção é de 13,5 por milhão de habitantes.
Em 2010, havia 59.728 na fila aguardando no Sistema Brasileiro de Transplantes. Eram pessoas já estavam prontas para a cirurgia e em avaliação médica. Já em 2013, houve uma redução neste número absoluto e no tempo de espera. Agora são 38.759.
Também recebeu o prêmio a Força Aérea Brasileira (FAB). O trofeu foi entregue ao comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do Ar Juniti Saito. A FAB integra o sistema brasileiro de transporte de órgãos. A homenagem à instituição é o reconhecimento pelo apoio as centrais de captação distribuídas pelo Brasil e pelo esforço logístico aéreo para acessar localidades de difícil acesso, como é o caso da região amazônica.
“O Brasil é o recordista mundial em transplantes totalmente gratuitos”, destacou o ministro Alexandre Padilha ao saudar os dois agraciados. O ministro lançou a nova campanha que marca o Dia Nacional de Doação de Órgãos, comemorado nesta sexta-feira (27), com as mensagens-chave “Não deixe a vida se apagar. Seja doador de órgãos. Fale com sua família”.
A campanha tem objetivo de sensibilizar e estimular a doação de órgãos em todo país.  O Brasil é referência mundial no campo dos transplantes. Atualmente, 95% das cirurgias no país são realizadas no Sistema Único de Saúde (SUS). O Sistema Nacional de Transplantes (SNT) é gerenciado pelo Ministério da Saúde, pelos estados e municípios.
Nas peças da campanha deste ano, o protagonista é Matheus Bitencourt Lazaretti, de sete anos, que foi transplantado há alguns anos. Em 2007, a criança também participou da campanha anual de estímulo à doação de órgãos.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Deputado Beto recebe homenagem como Destaque na Promoção da Doação de Órgãos e Tecidos no Brasil



O Deputado Federal Beto Albuquerque será homenageado, na próxima terça-feira, dia 24, com o Prêmio “Destaque na Promoção da Doação de Órgãos e Tecidos no Brasil”. O Prêmio é instituído pelo Ministério da Saúde.
Por meio da Portaria nº. 1.751/GM de 23 de setembro de 2005 foi instituído o Prêmio Anual denominado “Destaque na Promoção da Doação de Órgãos e Tecidos no Brasil”. A premiação é feita todos os anos durante a semana do dia 27 de setembro, data em que se comemora o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos. O Prêmio é uma miniatura da escultura criada para homenagear pessoas físicas ou jurídicas, instituições públicas ou privadas, associações de pacientes, organizações não-governamentais, entre outras, que se destaquem na promoção da doação e captação de órgãos e/ou de tecidos para transplante. Durante o ano há uma eleição feita pelas Centrais Estaduais de Transplante definindo quem serão os homenageados, pessoa física e pessoa jurídica - instituição pública ou privada, que tenham apresentado destaque em âmbito nacional ou internacional na promoção da doação de órgãos e tecidos para fins de transplantes, por meio de atividades educativas, esclarecimento público, campanhas, apoio e outras atitudes ou mesmo ações consideradas relevantes. Para este ano foram eleitos:

Pessoa Jurídica – FAB (Força Aérea Brasileira) na pessoa do Comandante Brigadeiro do Ar Juniti Saito, Comandante da Aeronáutica. A FAB se destacou no apoio às Centrais com relação à logística de distribuição de órgãos em todo o país, principalmente nas localidades sem acesso.

Pessoa Física: Deputado Beto Albuquerque, que foi autor do projeto de lei (PL) nº 4.383/08 (Lei Pietro 11.930/2009). O PL cria a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, que acontece anualmente entre os dias 14 e 21 de dezembro. Ele é apoiador da causa e tem manifestado apoio nas questões de transplante.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Beto Albuquerque fala sobre "Doação de Medula Óssea" na TV Câmara


Confira a participação do deputado Beto no Programa Palavra Aberta na TV Câmara.

O Brasil registra atualmente cerca de 9 mil novos casos de leucemia, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer. Em muitas dessas ocasiões a doença só pode ser curada através do transplante de medula óssea de doador que tenha compatibilidade genética com o paciente. Quem fala sobre o assunto é o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), um batalhador da causa. Programa Palavra Aberta desta quarta-feira (18 de setembro de 2013) sobre "Doação de Medula Óssea".



segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A diferença entre a vida e a morte



Vamos nos colocar um pouco na pele do outro, se a gente tentasse, eu disse tentasse sentir a dor do próximo as coisas seriam mais fáceis, eu digo se gente tentasse, porque ninguém sabe o tamanho da dor até senti-la, As fotos e folders aqui e em outros perfis divulgando sobre o cadastro de doadores de medula óssea, não é pra causar pena,nem um impacto passageiro,as fotos e folders, videos ,etc,são ...de pessoas reais, com enfermidades reais, crianças que não sabem o que é correr, pular, ..Crianças que não tem um dia se quer sem levar picadas de agulhas, que não podem brincar com outras crianças e como outras crianças....E também jovens e adultos, que estão longe de suas esposas, esposos, filhos, pais...Gente ,tente se imaginar, só um pouquinho, e tudo muito sério....Não sinta pena, Sinta amor ao próximo, sejamos humanos, você pode sim ajudar, se cadastre, seja um possível doador, se não pode doar, compartilhe, repasse, se informe e repasse, vamos aumentar essa corrente, hoje e alguém que você nem conhece, mais amanhã pode ser alguém da sua família, amigos, ou você mesmo...

 UM POUCO DE VOCÊ POR UMA VIDA, SEJA UM POSSÍVEL DOADOR DE MEDULA ÓSSEA...DOE VIDA EM VIDA!

"Quem tem câncer tem pressa"

Fonte: Liga da Medula Óssea.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Doação de medula: tire suas dúvidas



Quase meio milhão de pessoas foram diagnosticadas com leucemia no Brasil em 2012, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Na maioria dos casos, a possibilidade de cura é o transplante de medula óssea - tecido responsável pela produção dos componentes do sangue. Entretanto, encontrar tipos de medulas compatíveis é um desafio e, no Brasil, as chances são de uma em cem mil.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o número de doadores voluntários tem aumentado expressivamente nos últimos anos. Em 2000, existiam apenas 12 mil inscritos, quando apenas 10% dos doadores eram brasileiros localizados no Redome. A partir de maio de 2013, esse número passou para mais de 3 milhões de doadores inscritos e o percentual subiu para 70%.
Mas este número é expressamente pequeno diante das chances apresentadas ao paciente, por isso pedimos que se cadastrem como possíveis doadores de medula óssea, dê esperanças aos pacientes que ainda aguardam pelo transplante de medula óssea.

Como se tornar um doador
 procurar um hemocentro próximo a sua residência, ter entre 18 e 54 anos, boa saúde e não apresentar doenças, como as infecciosas ou as hematológicas, por exemplo. Apresentar documento oficial de identidade, com foto. Preencher os formulários: ficha de identificação do candidato e termo de consentimento. E colher uma amostra de sangue para testes, para fazer o exame HLA, que irá determinar as características genéticas necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.
 Lembrando que primeiro é feito o cadastro se houve a compatibilidade o doador é chamado para fazer novos exames e assim dar início o processo de doação!

SEJA UM MULTIPLICADOR DE VIDAS!
Fonte: Liga da Medula Óssea e Liga da Medula

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Bebê com leucemia tem 3 possíveis doadores, mas nenhum se apresenta

Garoto de 1 ano está internado no Centro Boldrini, em Campinas, desde abril. Segundo Inca, chances de encontrar medula compatível é de 1 em 100 mil.

Bebê com leucemia tem 3 doadores compatíveis, mas nenhum se apresentou (Foto: Sávio Monteiro/EPTV)

Um garoto de um ano e 10 meses com leucemia tem três possíveis doadores compatíveis para a doação de medula óssea, mas após dois meses de contato pela central de transplantes, nenhum deles se apresentou para os exames específicos e confirmação da cirurgia. O menino Matheus Rangel Ribeiro foi diagnosticado com o câncer quando tinha oito meses. Ele fez o tratamento, mas a doença voltou em abril deste ano.
Para esta nova fase, a família se mudou de Belo Horizonte (MG) para Campinas (SP), onde está internado no Centro Bondrini, hospital referência no tratamento ao câncer infantil. O pai de Matheus, o administrador de empresas Paulo Ribeiro, conta que os médicos disseram à família que a cura depende do transplante de medula, e que a cirurgia precisa ser feita com urgência, pela reincidência da doença.
Enquanto espera pelo procedimento cirúrgico, o tratamento é agressivo. "Ele precisa ser submetido a uma nova sessão de quimioterapia muito pesada. E isso traz um desgate muito grande pra ele. Na realidade, ele pode até vir a ter intercorrências que até impossibilitem que ele tenha a possibilidade de fazer o transplante", relata a mãe do garoto, a economista Glaucia Ribeiro.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de uma em 100 mil. Após triagem, os três possíveis doadores para o Matheus foram contatados e informados que teriam possibilidade de fazer o transplante. Dois deles são brasileiros e um foi localizado no cadastro internacional. "Eles foram receptivos à doação e foi solicitado a eles que fossem até o hemocentro para 'fechar' a compatibilidade, mas ainda não fizeram. Um doador, que mora no exterior, está impossibilitado de vir para o Brasil até o dia 15 de novembro", conta o pai do garoto.
Desde que chegou a Campinas, Matheus está internado na Unidade de Transplante de Medula Óssea (TMO) do Centro Boldrini. "A gente sabe de outros casos de outras crianças que precisam da doação, e os doadores, quando contatados, não respondem ao chamado, completa Paulo Ribeiro.


Bebê de 1 ano com leucemia tem três doadores compatíveis para transplante, mas nenhum deles se apresentou para exames (Foto: Sávio Monteiro/EPTV)
Bebê com leucemia está internado no Centro Boldrini, em Campinas (Foto: Sávio Monteiro/EPTV)

Esperança
A mãe de Matheus está grávida de oito meses de uma menina. A garota é uma esperança como doadora de medula, mas os pais vêem com cautela a possibilidade do transplante.
"A gente tem muita fé que Deus tenha mandado a Manoela para curar o nosso filho, mas a gente precisa ser realista. São 25% de chance dela ser compatível. A gente realmente precisa da doação", diz a mãe.

Transplante
Para que se realize um transplante de medula é necessário que haja total compatibilidade tecidual entre doador e receptor, caso contrário, as células transplantada podem iniciar um processo de rejeição ao receptor, segundo o Ministério da Saúde. Esta compatibilidade é determinada por um conjunto de genes, que devem ser iguais entre doador e receptor. A análise é realizada em testes laboratoriais específicos a partir de amostras de sangue, chamados de exames de histocompatibilidade (HLA).
Com base nas leis de genética, as chances de um indivíduo encontrar um doador ideal entre irmãos (mesmo pai e mesma mãe) é de até 35%. Quando não há um doador aparentado (um irmão ou outro parente próximo) disponível, a solução é procurar um doador compatível entre os grupos étnicos semelhantes. Hoje, já existem mais de 20 milhões de doadores nos registros mundiais.
Doação
Para ser um doador voluntário de medula óssea é necessário ter entre 18 e 55 anos e não possuir doenças transmissíveis pelo sangue. Para doar o sangue de cordão umbilical de seus filhos, as gestantes precisam preencher alguns critérios, dentre eles, deve ter mais de 18 anos, ter feito no mínimo duas consultas de pré-natal documentadas, estar com idade gestacional acima de 35 semanas no momento da coleta e não possuir, no histórico médico, doenças neoplásicas (câncer) e/ou hematológicas (anemias hereditárias, por exemplo).

Fonte: G1: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2013/09/bebe-com-leucemia-tem-3-possiveis-doadores-mas-nenhum-se-apresenta.html

MPS lança Campanha Socialize a Vida, Doe Sangue e Medula Óssea nos Estados do Amapá e São Paulo



O Movimento Popular Socialista (MPS), segmento social do Partido Socialista Brasileiro (PSB), lançará neste mês de setembro a campanha Socialize a Vida, Doe Sangue e Medula Óssea nos Estados do Amapá, dia 10, e São Paulo, dia 27.
 O lançamento nacional do projeto, que tem por objetivo aproximar as pessoas na luta por uma causa que pode salvar a vida de milhares de brasileiros, já está oficialmente nas ruas de todo o País desde julho deste ano.
“A nossa meta é lançar em todos os Estados individualmente. Já lançamos no Mato Grosso do Sul e agora vamos para o Amapá e São Paulo. Todos sabem que o sangue é vital para a vida de qualquer ser vivo, ou seja, para o bom funcionamento do organismo muitas pessoas dependem da solidariedade de outras. Pacientes com caso de leucemia, na maioria dos casos, dependem do transplante de medula óssea”, afirmou a secretária Nacional do MPS, Maria de Jesus Matos.
O líder do PSB na Câmara dos Deputados, Beto Albuquerque (RS) lembra que os bancos de sangue e os centros de transplante carecem muito de doadores. Ele chama a atenção para dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca),segundo os quais o Brasil tem mais de 10 mil novos casos de leucemia por ano. "São pacientes que precisam de transplante de medula e que podem ser salvos com um gesto de solidariedade", afirma.
Verifique, abaixo, quem pode e como doar sangue e medula óssea:                               
Quem pode doar?
·         Homens ou mulheres com idade entre 18 e 60 anos;
·         Pesar acima de 50kg;
·         Não ser usuário de drogas;
·         Não estar gestante ou amamentando;
·         Não ter recebido transfusão de sangue nos últimos 10 anos;
·         Nunca ter contraído Hepatite, Sífilis, HIV ou qualquer outra doença transmissível através do sangue;
·         Não ter sofrido acidente com materiais contaminados com sangue nos últimos 12 meses;
Como doar?
Sangue – É preciso levar documento de identidade; estar alimentado; ter dormido pelo menos 06h na noite anterior; não fazer exercício físico antes da doação.
Medula Óssea  – Para fazer o cadastro de doador de medula é preciso ir a um hemocentro credenciado para extrair uma pequena quantidade de sangue e preencher um formulário com dados pessoais; após esse processo será feito um exame de histocompatibilidade (HLA), um teste feito em laboratório para identificar as características genéticas que podem influenciar no transplante. Assim o seu tipo de HLA será incluído no cadastro nacional e você poderá ser chamado quando um paciente for compatível.
O Brasil registrou em 2010 aproximadamente seis mil casos de morte por leucemia. Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer, cerca de 10 mil novos casos são diagnosticados anualmente. Em muitos deles o transplante de Medula é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue.
MPS
É um segmento voltado para bandeiras relacionadas ao cotidiano da população brasileira como educação, transporte, habitação, segurança e saúde. Temas que estão presentes na realidade do cotidiano de cada brasileiro, assuntos que são discutidos diariamente para promover um Brasil com oportunidade para todos.

Fonte: Portal PSB Nacional: http://www.psb40.org.br/not_det.asp?det=4433

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

"Para quem doa é apenas um incômodo… mas para quem recebe, é a diferença entre a vida e a morte".
A continuidade da realização dos sonhos dessa pessoa e de tantas outras, é uma prova de amor!



Registro de Receptores de Medula Óssea atingiu 155 até julho de 2013.




Registro de Doadores de Medula Óssea atingiu 3.152.767 de doadores em julho de 2013. Estamos avançando!




Fonte: Liga da Medula

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Isabeli Fontana é rosto de campanha que incentiva a doação de sangue


Isabeli Fontana na campanha de 2013 da Fundação Pró-Sangue, “Doe Sangue e Passe a Bola para um Amigo”
A top Isabeli Fontana é o rosto deste ano da campanha “Doe Sangue e Passe a Bola para um Amigo”, da Fundação Pró-Sangue, junto com outras personalidades como o ator Paulo Zulu, Ana Hickmann, Giovanna Antonelli, Fabio Porchat, Yasmin Brunet e Sabrina Sato.
Isabeli Fontana com a sua mãe no Posto Clínicas da Fundação ©Reprodução
A campanha foi criada pela agência de publicidade Publicis Brasil e clicada pelo fotógrafo de moda Valério Trabanco. A bola vermelha é o símbolo da campanha e cada celebridade participante é fotografada interpretando um personagem da sua área profissional. O objetivo da iniciativa é que a doação de sangue se transforme em um exercício de rotina do cidadão. Na página de Facebook ou no site da Fundação você pode consultar a agenda de coletas, os estoques de sangue nos hospitais divididos pelo tipo e outras ações de divulgação. A Fundação Pró-Sangue é uma instituição pública vinculada à Secretaria de Estado da Saúde e ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo que, entre outras atividades, procura promover e estimular a doação de sangue.
Assista abaixo ao depoimento de Isabeli Fontana, filmado no dia da sessão fotográfica:



Fonte: Portal Terra


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Beto Albuquerque cita caso médico e critica falta de leitos na saúde pública

Foto: Divulgação

A história de um garoto de dois anos, diagnosticado com leucemia em outubro de 2012, comoveu e, ao mesmo tempo, preocupou o líder do PSB na Câmara, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS). Em discurso no plenário Ulysses Guimarães nesta quarta-feira (14), o parlamentar citou o caso do pequeno Pedro Lemos Sanches, cuja família encontrou doador compatível no banco mundial de doadores e lhe deu esperança na luta pela vida.
A felicidade do garoto e de seus pais, no entanto, depende de um transplante no Hospital das Clínicas, único em Ribeirão Preto (SP) que presta o serviço. “Esse assunto me tocou muito o coração. O menino Pedro conseguiu o mais difícil, que foi encontrar um doador compatível de medula óssea na Alemanha. A notícia ruim dada ao Pedro e sua família é que não há leito disponível para fazer o transplante. Isso é inaceitável no momento em que discutimos saúde pública”, criticou o socialista.
Beto Albuquerque pediu ao presidente da Mesa que a matéria sobre o drama da família, divulgada pelo jornal “A Cidade”, seja reproduzida em massa nos veículos de comunicação de todo Brasil. “O Ministério da Saúde e a rede hospitalar do País tem que resolver isso. Eu perdi um filho por não achar um doador, e essa criança que encontrou um doador ainda precisa aguardar um leito para fazer o transplante. É uma vergonha”, lamentou o parlamentar.
Assim como Pedro, outras 1.050 pessoas esperam por um doador de medula óssea no Brasil, de acordo com o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Rodome).

Seja um doador - Para ser doador de medula basta procurar o hemocentro mais próximo, ter entre 18 e 55 anos e estar em bom estado de saúde. É necessário levar documento de identidade oficial com foto e preencher um formulário.
No ato do cadastro, são coletados cinco mililitros de sangue para análise do código genético de compatibilidade, chamado de HLA (histocompatibilidade). O resultado do exame fica armazenado no Redome, juntamente com os dados do doador, que será procurado caso apareça um paciente compatível.

Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação. Se a compatibilidade for confirmada, a pessoa será consultada para decidir sobre a doação.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Gengiva sangrando é um sinal de alerta
 
 
Sangramento nas gengivas pode ser um sinal de que você está em risco de ter, ou já tem, doença na gengiva. Entretanto, sangramento persistente nas gengivas pode se dever a condições médicas sérias, como leucemia e distúrbios hemorrágicos e de plaquetas. Por isso o melhor a fazer é procurar um dentista, além claro de manter suas avaliações odontológicas em dia, pois não é só quando está com algum problema bucal que se deve procurar um profissional. Manter a saúde da boca é melhor para você e no final seu bolso também agradece. 

É importante seguir as instruções de seu dentista para manter gengivas saudáveis. Técnicas inadequadas para escovar os dentes e usar fio dental podem, na verdade, irritar ou traumatizar o tecido da gengiva. 

Causas 

O sangramento nas gengivas se deve principalmente a remoção inadequada de placa dos dentes na linha da gengiva. Isso levará a uma condição chamada gengivite ou gengivas inflamadas. 

Se a placa não for removida com escovação regular e visitas ao dentista, endurecerá e se tornará o que é conhecido como tártaro. Essencialmente, isso levará a aumento no sangramento e uma forma mais avançada de doença na gengiva e mandíbula conhecida como periodontite.
Outras causas de sangramento na gengiva incluem: 

• Qualquer desordem hemorrágica
• Escovação com muita força 
• Alterações hormonais durante a gravidez 
• Púrpura idiopática trombocitopênica
• Dentaduras mal ajustadas
• Uso inadequado de fio dental 
• Infecção, que pode ser relacionada ao dente ou à gengiva 
• Leucemia
• Escorbuto 
• Uso de afinadores do sangue 
• Deficiência de vitamina K
 
Fonte: Depto Jornalismo Vang/JM 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Amazonas terá Banco de Sangue
de Cordão Umbilical e Placenta

Células-tronco facilitarão transplantes

A Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), órgão do Governo do Estado, apresentou nesta terça-feira (16), o projeto de construção de um banco de sangue de cordão umbilical e placenta. A nova unidade de captação e armazenamento de células-tronco sanguíneas vai facilitar o atendimento de pacientes que sofrem de doenças como a leucemia, e que precisam de transplante de medula.O banco de Manaus vai integrar a rede brasileira mantida pelo Ministério da Saúde, que, atualmente, conta com 13 unidades espalhadas pelo País. A base de dados terá capacidade para congelar 3,5 mil amostras de células-tronco do sangue do cordão umbilical e da placenta, aumentando as opções para quem não encontra doador compatível na família. O material será coletado de maternidades públicas de Manaus, com autorização das mães, e vai ficar disponível para todo o Brasil, ajudando quem aguarda na fila por um doador compatível.
Segundo estimativa do Hemoam, cerca de 300 pacientes fazem tratamento para leucemia, no Estado. “Existem outras doenças que são tratadas com transplante. Não temos precisão de quantas têm indicação formal de transplante, mas, a cada dia, muda e aumenta o leque de patologias. O Brasil começa a fazer transplante de medula para uma doença anêmica hereditária que é a anemia falciforme. Só aqui, no Amazonas, temos 200 pacientes com isso”, ressaltou o diretor-presidente do Hemoam, Nelson Fraiji.

O prédio do Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placenta será construído na sede do Hemoam, localizado na avenida Constantino Nery, no bairro da Chapada, em uma área próxima ao bloco A. O investimento é de R$ 5 milhões e contempla, ainda, a aquisição de equipamentos e capacitação de pessoal. Os recursos são do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e serão gerenciados pela Fundação do Câncer, entidade sem fins lucrativos que viabiliza a aplicação de recursos em tratamento, diagnóstico, programas e projetos de transplante de medula óssea e de sangue de cordão umbilical. A previsão é que a unidade entre em operação em dois anos.

Fonte: CBN Manaus: http://cbnmanaus.com.br/site/2013/07/16/amazonas-tera-banco-de-sangue-de-cordao-umbilical-e-placenta-celulas-tronco-facilitarao/

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Ministro Padilha garante a Beto mídia institucional
para semana da Lei Pietro
Beto foi recebido pelo ministro Alexandre Padilha em seu gabinete, em Brasília. FOTO RODIMAR OLIVEIRA

Em audiência com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o líder do PSB na Câmara, deputado Beto Albuquerque, pediu apoio para divulgação da Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, realizada anualmente de 14 a 21 de dezembro e criada por meio da Lei Pietro (Lei 11.930/2009). Este é o quinto ano de vigência da lei que tem o objetivo de ampliar o número de pessoas cadastradas no Redome – Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea.
Na conversa com o ministro, o parlamentar, que é autor da lei que leva o nome de seu filho falecido em 2009 vítima de leucemia mieloide aguda, destacou a importância da veiculação de mídia institucional do governo para atrair novos doadores. Isso já foi feito em anos anteriores e a repercussão entre a população foi significativa. “A parceria com o governo dá a amplitude necessária à vigência da Lei Pietro porque sensibiliza a população para a necessidade da doação”, disse Beto.
O ministro Alexandre Padilha concordou prontamente com o pedido do deputado Beto. “Vamos convocar uma entrevista coletiva para divulgar a Lei Pietro e pedir a adesão da população”, disse o ministro Padilha.
Hoje, o Brasil é o terceiro país do Mundo em número de doadores de medula óssea cadastrados: cerca 3 milhões. Perde apenas para os Estados Unidos e a Alemanha.

PARA SER DOADOR
- Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar medula óssea. Esta é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, sob anestesia, e se recompõe em apenas 15 dias.
- Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5 a 10 ml para testes. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.
- Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante.

- Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação.
A solidariedade corre em nossas veias. 
Procure o Hemocentro mais próximo.


Doe sangue e cadastre-se como doador de medula óssea.
Salve vidas. http://goo.gl/ZqeJz

quinta-feira, 18 de julho de 2013

IMAMA reúne cerca de 400 mulheres em frente à Assembleia Legislativa do RS

A ação integra as atividades da Semana Estadual da Luta Contra o Câncer de Mama

Um total de 370 mulheres com suas sombrinhas cor-de-rosa pararam o trânsito em frente à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), na tarde desta segunda-feira, dia 15/07. A atividade foi organizada pelo IMAMA - Instituto da Mama RS, em parceria com a Assembleia Legislativa do RS, por meio do Fórum Democrático de Desenvolvimento Regional, com apoio do Hospital Moinhos de Vento (HMV) e do Ministério Público do RS. Sendo que a ação integra a Semana Estadual da Luta Contra o Câncer de Mama, que acontece até o dia 18 de julho - data que marca o Dia de Luta contra o Câncer de Mama, conforme a Lei nº 12.126/2004.

O IMAMA realizou no início da tarde desta segunda-feira o maior flashmob – aglomeração instantânea – de sua história, que contou com a presença animada de colaboradoras da ALRS, além de voluntárias e vitoriosas da entidade. Além disso, vieram caravanas do interior gaúcho, das cidades de Bento Gonçalves, Não-Me-Toque, Três de Maio e Taquari. Elas realizaram movimentos sincronizados e silenciosos com sombrinhas cor-de-rosa.

Depois, todos foram convidados a participar do Fórum “Saúde é Cidadania”, no Auditório Dante Barone, da ALRS, com o presidente da Casa Legislativa, Pedro Westphalen, que salientou que também é médico e reconhece a relevância do compromisso iniciado. "Sei da dificuldade que é dar um diagnóstico de câncer de mama, por isso agradeço pelos instrumentos de combate ao câncer que serão apresentados nessa Semana", salientou.
Por sua vez, a presidente voluntária do IMAMA, a médica mastologista Maira Caleffi, observou que "lutar pela saúde é cidadania, pois não estamos contentes com o tratamento que o câncer de mama tem recebido". "Existem avanços, mas o tratamento tem que ser mais rápido", criticou, fazendo menção à Lei dos 60 dias, que exige que o paciente inicie o tratamento em, no máximo, dois meses, depois do diagnóstico. Além disso, Maira Caleffi disse que, neste momento, deve haver o resgate da credibilidade de políticos, gestores e dos próprios médicos. "Todos devem se engajar ao que a população está fazendo eco e atender às demandas mais urgentes, por Saúde e acesso", ressaltou a presidente do IMAMA.


O segundo painel da tarde tratou sobre “A Força do Terceiro Setor nas Políticas Públicas Nacionais” e o terceiro e último painel abordou “O Direito à Saúde na Mesa da Justiça”, com o Dr. Gabriel Faria Oliveira, da Defensoria Pública da União. O evento abriu e encerrou com a apresentação do Coral do IMAMA.


A Semana Estadual da Luta contra o Câncer de Mama, por sua vez, foi instituída pela Lei nº 13.749/2011, a partir de proposição da deputada Maria Helena Sartori (PMDB), aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa. O texto estabelece que anualmente, na semana que compreende o dia 18 de julho, sejam desenvolvidas ações com a finalidade de informar e conscientizar a população sobre a importância da prevenção e luta contra o câncer de mama.

Fonte: 
http://www.institutodamama.org.br/eventos-detalhe.php?id=115&menu=eventos&sub=eventos

terça-feira, 16 de julho de 2013

Imama cobra cumprimento de tratamento 
de câncer em 60 dias

Rodrigo Borba
JONATHAN HECKLER/JC
Maira cobra o cumprimento do prazo para o início do tratamento
Maira cobra o cumprimento do prazo para o início do tratamento

A Lei 13.732, em vigor desde 23 de maio, estipula o prazo de até 60 dias para o início do tratamento de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS), após o diagnóstico da doença. Contudo, passados quase dois meses, não há uma mudança efetiva. A mobilização popular, estimulada pelas redes sociais, é apontada como um dos fatores para modificar o cenário.

A corretora de imóveis Liane de Araújo, 57 anos, teve câncer de mama em 1997 e realizou os procedimentos necessários pelo SUS. Na época, esperou quatro meses e meio entre o diagnóstico e a cirurgia. “Demorou menos do que costuma demorar atualmente. Graças a Deus, estou bem. Estou viva”, comemora. A atual vice-presidente do Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (Imama) credita a agilidade que conseguiu na época ao fato de ter buscado orientações na instituição.

Para Liane, a demora para o início do tratamento ocorre, principalmente, pela falta de médicos, sendo que a situação é mais grave no Interior. Também destaca um dado alarmante: algumas paciente chegam a esperar seis meses, ou mais, para realizar o exame para diagnosticar a doença.

No Brasil, são diagnosticados, por semana, mil novos casos de câncer de mama, e, por mês, ocorrem mil mortes. No Rio Grande do Sul, são 80 casos para cada grupo de 100 mil mulheres e, em Porto Alegre, 125.

Os números evidenciam a importância da agilidade para o início do atendimento. Esse foi, inclusive, um dos temas debatidos durante a palestra Saúde é Cidadania, ministrada pela presidente do Imama e da Federação Brasileira de Instituições de Apoio à Saúde da Mama (Femama), a médica Maira Caleffi, durante a Semana Estadual de Luta contra o Câncer de Mama. O evento foi realizado ontem na Assembleia Legislativa.

“Não estamos vendo nada na prática, a não ser ações de algumas prefeituras”, resume Maira. O ciberativismo, divulgação da temática pela internet, é um dos pilares para cobrar das autoridades o cumprimento. Ela cita como exemplo as mobilizações que tomaram conta do País reivindicando uma série de melhorias, desde a redução da tarifa até o fim da corrupção. Também acredita ser necessário engajar o público jovem na causa.

Na opinião da presidente do Imama, é preciso haver uma pressão social e política. Outra iniciativa importante é a articulação entre os governos federal, estadual e municipal. Um dos objetivos, segundo Maira, é evitar os seguidos processos na Justiça para garantir o tratamento, pois os pacientes não têm tempo a perder.

O defensor público federal Gabriel Faria Oliveira ressalta que o acesso à saúde é um direito garantido na Constituição Federal e considera um avanço ter sido estabelecido um prazo entre o diagnóstico e o tratamento do câncer. Porém, lembra ser necessária uma medida semelhante para o diagnóstico da patologia. Inclusive recomendou à AL a elaboração de uma lei estipulando o tempo permitido entre a suspeita e o diagnóstico. “Temos todas as condições de fazer e de sermos exemplo para o resto do Brasil”, acredita. O deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) é autor de um projeto de lei que prevê o prazo de 30 dias.

Fonte: Jornal do Comércio/RS - 16/07/2013
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=129455